Você tem queloide?

 

Sempre que pensamos em retirar um lesão ou fazer outro procedimento cirúrgico estético, nos olhamos no espelho e passamos uma borracha naquilo que não gostamos mentalmente. Resultado: fica lindo! Mas, como tudo na vida, a realidade nem sempre é como imaginamos...

 

Toda cirurgia deixa cicatriz. Não tem jeito! Mesmo a feita com cirurgião plástico. O que acontece é que algumas são menos visíveis que outras. Existe um costume de se chamar as cicatrizes feias de queloide. Mas nem sempre são! E é importante saber a diferença pois os queloides podem surgir em qualquer procedimento cirúrgico, ferimento ou até naquela espinha cutucada. É uma tendência da pessoa. Já uma cicatriz feia, não. É só uma cicatriz feia. Não necessariamente vai se repetir. Pode ter sido por conta do tipo do ferimento, da técnica usada ou até da localização dela (cirurgia na pele das costas, por exemplo, costuma deixar cicatrizes feias por conta da força da musculatura que acaba alargando a ferida).

 

Afinal de contas, como é que é o queloide? O queloide é uma cicatriz que cresce pra cima. Parece bobo o que eu estou falando, mas tem muita confusão dele com cicatrizes que são grandes na largura, mas que na verdade são para baixo da pele, deprimidas (só feias). O queloide também cresce além do tamanho da ferida original, é duro e pode coçar ou até arder. É como se um pedaço de pede endurecida transbordasse da cicatriz original. Infelizmente, não se tem um exame para saber se você tem ou não tendência a ter o queloide. A gente só descobre quando já tem! Quem tem outras pessoas na família que têm queloide tem uma maior chance de desenvolver. Existem tratamentos disponíveis para ele. Alguns casos respondem super bem, outros nem tanto.

 

Qual a importância de se saber se realmente você tem tendência a ter queloide?  Claro que assim, você pode buscar tratamento para os já existentes e também avisar o médico antes de cirurgias (existem algumas técnicas que podem minimizar, mas não acabar com o surgimento deles). O mais importante é que, sabendo dessa tendência de ter queloides, você pode pesar na balança o risco e benefício de cirurgias e procedimentos estéticos mais agressivos. Sabe aquela barriga tanquinho que você sempre sonhou? Se tiver a tendência a ter quelóide, você pode trocar a pelanca por uma cicatriz queloideana de fora a fora na sua barriga numa abdominoplastia, por exemplo.  Nada a ver com a sua imagem mental do espelho, não? É bom para ponderar e decidir melhor. 

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May 14, 2018

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