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Vitiligo pega?

É frustrante que, em meio a tantos avanços que a sociedade conseguiu nos últimos anos, ainda haja gente pensando que o vitilgo "pega". Temos toda a informação ao alcance dos dedos com os smartphones, mas ainda tem pessoas que trocam de assento no ônibus para não se sentar ao lado de quem tem vitiligo. Vê se pode?

 

Não, gente. Vitiligo não pega. Vitiligo não é doença transmissível. Não é micose! Ela é uma condição de auto imunidade do próprio indivíduo. Ou seja, o sistema imunológico, de defesa do corpo, começa a não reconhecer os melanócitos (que produzem a melanina que dá a cor)  da pele e dos pêlos como próprios do corpo. Aí, passa a atacá-los como ataca as bactérias ou vírus que entramos em contato. Resultado: o melanócito fica "bobo" e não produz a melanina do jeito que produzia antes e a área acometida fica branca. Como o sistema imunológico não "mata" o melanócito, o local pode voltar a ter cor, se ele se recuperar dos tapas que levou do sistema defesa.  

 

Vitiligo não tem cura. Mas se tenta um controle. Há várias linhas de tratamentos disponíveis hoje. Mas, acontece que o vitiligo é instável. Ele pode ficar bem por anos e ter recaídas, como começar a repigmentar sozinho mesmo sem tratamento! Seu curso é difícil de prever. Claro, que dependendo do caso clínico podemos ter uma idéia da sua evolução. Mas, não dá pra jurar de pé junto!

 

Frente a isso, melhor do que ficar a vida toda frustado quando se abre uma lesão de vitiligo, é aprender a viver com ele. Hoje, assim como os avanços tecnológicos, os cosméticos também melhoraram bastante e temos vários produtos que camuflam as lesões. As pessoas com vitiligo referem que sofrem preconceito por terem as lesões expostas e se sentem melhores em tapá-las.

 

Acontece que tem muita gente assumindo o vitiligo hoje em dia. Vivemos uma época de questionamento dos padrões e da ditadura da beleza. Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis em assumir quem realmente são. A própria atriz Luiza Brunet já disse publicamente ter vitiligo. E hoje em dia, temos até modelos com vitiligo (e lesões aparentes!) estampando capas de revistas. A sociedade precisa mudar. Precisa parar de ser refém de rótulos e índices. Ser mais. E entender o que é o vitiligo e aceitá-lo (tenha ou não o vitiligo), faz parte disso. 

 

 

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